Tarde de outono - Horror Poesia Clã do Terror

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    Clã do Terror - Mesmo com um rosto cativante e enrugado, como se reconhece o bom e o mal olhado, de forma maliciosa e maquiavélica, ninguém nem nunca suspeitara da mulher velha e gentil. #HorrorPoesia


    Gosto de como o laranja rodopia no ar
    Melando as folhas que se assemelham as abóboras 
    E as abóbadas das casas
    Cobertas de teias de aranhas e fantasmas

    Tudo cheira ao passar, a fragrância do ir embora
    Crianças vem de encontro a minha porta
    Tiro-me de mais afazeres e desço as escadas
    Há uma criança mascarada com uma bigorna

    Perto dele uma bruxa, um elfo e um herói 
    Dou-lhes alguns doces, de forma gentil e sorridente 
    Mas quando o relógio estridente bate meia-noite
    E o pequeno Lucas está desacompanhado na rua

    O chamo com um pirulito na mão 
    Ele vem, levo-o para conhecer meu porão 
    Coloco a fucinheira para que não grite
    O amarro, mas ele se debate e persiste
    Tiro toda sua pele garantindo que ele ainda esteja vivo
    Como sua carne no café, me embebedo de seu sangue
    E o que sobrar vai para a banheira, artérias, tripas e veias 
    É quase como uma decoração

    Costurei a pele que se transformou em casaco
    Pela manhã é apenas o que se fala no noticiário 
    Mas ninguém suspeita naquela cidadezinha
    Que a velhinha com cara de bondosa

    Era a sanguinária asquerosa 
    Que se alimentava de crianças 
    Que vestia-se de suas peles 
    Que dava significado ao dia macabro

    Aquela com a pele mascada
    As pálpebras já murchas e enrugadas 
    Ninguém imaginara o que se passara na madrugada
    Ninguém nunca soube o que acontecera em sua casa…
    Tio Lu
    Tio Lu Os meus olhos contemplaram fatos sobrenaturais e paranormais que fariam qualquer valentão se arrepiar. Eu não sou apenas um investigador, tampouco um curioso, sou uma testemunha viva de que o mundo sobrenatural é mais real do que se pensa.

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